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segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O Políticamente correcto...






Menezes ganhou. E ganhou bem (leia-se, por uma grande diferença em relação a Mendes, não porque era melhor candidato). No entanto, ainda nem se passaram três dias das eleições, já se ouvem criticas ao recém-eleito Menezes: Marcelo Rebelo de Sousa, José Pacheco Pereira, Mário Soares e, até, imagine-se, Francisco Louçã(o rei do populismo), entre outros, deixaram ao líder do PSD críticas, umas mais moderadas (MRS) outras mais agressivas (JPP e MS principalmente). O homem ainda nem sequer escolheu a bancada parlamentar e já recebe um enxovalhar de críticas. Nada que o quotidiano, a tradição, o políticamente correcto não nos tenha habituado: criticar quem surge do nada e fora das "elites" com um pequeno (grande) sonho de fazer do PSD o partido de oposição ao governo.


Menezes foi um bom autarca em Gaia. Pode-se criticá-lo por não ter desenvolvido as inúmeras "aldeias"/freguesias da cidade, mas pelo menos tornou-as mais próximas, muito mais próximas do centro da cidade (longe vão os tempos do uso da antiga estrada de Espinho para chegar a Serzedo!). Mostrou obra, trabalho, é um facto assente.

Não sei se será a solução para renovar um partido moribundo, sem ideologia, caquético, velho e apático. Mas será certamente diferente de Marques Mendes. Pode ser melhor ou pior, pode levantar o PSD ou matá-lo de vez, é o cara ou coroa.

Sinceramente, acho que o PSD está morto e que a direita só voltará a fazer oposição de "jeito" quando PSD e CDS se extinguirem por completo e se crie um novo partido (com algumas alas mais liberais do PS também). Mas até lá o que se tem é Menezes. Pode ser bom ou mau como disse. Mas isso ainda não se sabe, não vou dizer agora que vai ser catastrófico sem ver o seu trabalho. Fez um bom trabalho em Gaia, pode não o fazer como líder nacional dum partido. Pode ser que o faça. De qualquer forma, até lá todas as críticas a apontar são ou dum mau perder (JPP assumiu-o no seu blogue) ou então do políticamente correcto do criticar antes de objectivamente ver o trabalho feito. Até lá é caso para dizer: Deixem-no trabalhar!