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quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Coerência acima de tudo...

O PCP acusou hoje o Governo de atacar a democracia e intimidar quem contesta as suas políticas com o objectivo de se manter no poder, enquanto o Executivo lembrou que o exercício de direitos tem limites.

in Público.pt
E a expulsão da Luísa Mesquita é o quê?
Há cá cada (IN)coerência...

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O Políticamente correcto...






Menezes ganhou. E ganhou bem (leia-se, por uma grande diferença em relação a Mendes, não porque era melhor candidato). No entanto, ainda nem se passaram três dias das eleições, já se ouvem criticas ao recém-eleito Menezes: Marcelo Rebelo de Sousa, José Pacheco Pereira, Mário Soares e, até, imagine-se, Francisco Louçã(o rei do populismo), entre outros, deixaram ao líder do PSD críticas, umas mais moderadas (MRS) outras mais agressivas (JPP e MS principalmente). O homem ainda nem sequer escolheu a bancada parlamentar e já recebe um enxovalhar de críticas. Nada que o quotidiano, a tradição, o políticamente correcto não nos tenha habituado: criticar quem surge do nada e fora das "elites" com um pequeno (grande) sonho de fazer do PSD o partido de oposição ao governo.


Menezes foi um bom autarca em Gaia. Pode-se criticá-lo por não ter desenvolvido as inúmeras "aldeias"/freguesias da cidade, mas pelo menos tornou-as mais próximas, muito mais próximas do centro da cidade (longe vão os tempos do uso da antiga estrada de Espinho para chegar a Serzedo!). Mostrou obra, trabalho, é um facto assente.

Não sei se será a solução para renovar um partido moribundo, sem ideologia, caquético, velho e apático. Mas será certamente diferente de Marques Mendes. Pode ser melhor ou pior, pode levantar o PSD ou matá-lo de vez, é o cara ou coroa.

Sinceramente, acho que o PSD está morto e que a direita só voltará a fazer oposição de "jeito" quando PSD e CDS se extinguirem por completo e se crie um novo partido (com algumas alas mais liberais do PS também). Mas até lá o que se tem é Menezes. Pode ser bom ou mau como disse. Mas isso ainda não se sabe, não vou dizer agora que vai ser catastrófico sem ver o seu trabalho. Fez um bom trabalho em Gaia, pode não o fazer como líder nacional dum partido. Pode ser que o faça. De qualquer forma, até lá todas as críticas a apontar são ou dum mau perder (JPP assumiu-o no seu blogue) ou então do políticamente correcto do criticar antes de objectivamente ver o trabalho feito. Até lá é caso para dizer: Deixem-no trabalhar!

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

A Polónia anda-se a portar mal…

"Bruxelas, 18 Set (Lusa) - Os ministros da Justiça da União Europeia (UE), reunidos hoje em Bruxelas sob presidência portuguesa, foram incapazes de chegar a um consenso sobre a instituição de um Dia Europeu contra a pena de morte, inviabilizado pela Polónia. [...]
A Polónia, que recentemente fez saber que se opunha à iniciativa - alegando que a UE deve abrir antes um debate mais amplo sobre o direito à vida, que incluiria o aborto e a eutanásia -, mostrou-se hoje intransigente, inviabilizando assim a instituição de um Dia Europeu."

Lusa in Expresso.pt


E, bem vistas as coisas, é uma atitude um bocado mesquinha…

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Dalai Lama

Dalai Lama visitou Portugal, uma visita de cariz espiritual/religioso. O único órgão de soberania a receber o líder religioso do budismo e líder político do Tibete foi a Assembleia da República. Quer o Governo, quer o Presidente da República não receberam o líder, ou sequer se fizeram representar nas várias cerimónias em que Dalai Lama esteve presente. Vigorou nestes dois órgãos o sentimento de "pequenez" tão característico do nosso Portugal, infelizmente. Porque se os Órgãos políticos mais representativos do Estado recebessem o Dalai Lama, iria criar-se alguma instabilidade nas relações diplomáticas com a China, esse país democrático, amplo defensor da não exploração de mão-de-obra infantil e grande fomentador dos Direitos Humanos, sobretudo no Tibete. Temos de nos deixar de acanhar e afirmarmo-nos como país soberano que somos, tradicionalmente acolhedor dos povos e pioneiro na defesa dos Direitos Humanos. Por mais religiosa e apolítica que fosse a visita de Dalai Lama, não ficava mal, ou, melhor dizendo, era exigido que Sócrates (ou Luís Amado) e Cavaco estivessem presentes na chegada de Dalai Lama. Mas não estiveram. Felizmente, nem todos os políticos portugueses pensaram da mesma forma.
Uma nota adicional em relação à justificação de Cavaco: Naturalmente existiu uma falha da organização portuguesa que recebeu o Dalai Lama em não dar um convite formal ao Presidente da República, no entanto que eu saiba, normalmente são os "donos da casa" que recebem o convidado, o convidado não pede para ser recebido, logo julgo que uma mera notificação do evento, neste caso, seria suficiente para uma comparência do Presidente da República. Mas pior foi a forma como Cavaco se expressou, manifestando uma injustificada e arrogante superioridade, como que o Presidente da República se regesse pelo princípio do pedido e apenas comparecesse quando recebesse um convite formal e não por sua própria iniciativa. Por esta não esperava, sr. Presidente.
Para finalizar, os parabéns ao PCP que esteve, surpreendentemente, representado na visita do Dalai Lama ao Parlamento. É certo que não repetiu o mesmo na visita à CML, mas também Rúben de Carvalho é mais independente que os deputados do PC.